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Prescrição de testosterona em mulheres pós-menopausa

Postado em 13/09/2023 às 11h:34

A prescrição de testosterona em mulheres, independentemente se pós ou pré-menopausa continua sendo muito controversa. Os questionamentos sobre, derivam da falta de estudos bem delineados, ignorância causada pelo desinteresse no assunto, receio dos efeitos colaterais (fantasiosos) e pelo preconceito praticado entre os próprios colegas.

Entretanto, há robustos trabalhos clínicos que evidenciam que a testosterona, em doses fisiológicas ajustadas, é efetiva no tratamento da Desordem do Desejo Sexual Hipoativo (HSDD – sigla em inglês). Com doses fisiológicas ajustadas, a testosterona melhorou o desejo sexual, a lubrificação vaginal e o orgasmo em mulheres pós-menopausadas.

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O aumento dos níveis sanguíneos de testosterona nas mulheres com deficiência do hormônio também mostrou importante melhora cognitiva, verbalização, densidade óssea, aumento de massa muscular (em situações de sarcopenia) e diminuição do risco de doenças cardiovasculares.

A prescrição de testosterona transdérmica está bem recomendada no diagnóstico de HSDD (excluindo outros fatores biopsicossociais), em doses fisiológicas. Os outros desfechos citados acima ainda não têm um grau de recomendação alto.

Pontos importantes na prescrição:

1.O diagnóstico de HSDD requer uma compreensão total das condições psicossociais da paciente;

2.A dosagem prescrita não deve se basear apenas em exames laboratoriais e doses suprafisiológicas devem ser evitadas;

3.O médico deve informar a paciente que o tratamento pode levar algumas semanas até que comece fazer efeito;

4.As melhores opções de administração são a transdérmica (preferencialmente) ou implante hormonal subcutâneo;

5.O médico precisa monitorar a paciente com avaliação clínica e laboratorial para possíveis correções na dosagem;

6. Embora os dados apontem para uma boa eficácia e segurança, ainda não temos estudos sobre o uso de testosterona a longo prazo.

Artigo escrito por: Dr. Márcio Bacci – CRM-SP 100866

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