Saiba quais são os cuidados para evitar acidentes com crianças em piscinas Saiba quais são os cuidados para evitar acidentes com crianças em piscinas

Segurança aquática: saiba quais são os cuidados básicos e regras para evitar acidentes com crianças em ambientes com piscinas

Postado em 29/08/2023 às 10h:14

Dados divulgados no primeiro semestre de 2022 pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) são alarmantes: os afogamentos em praias, piscinas, rios e represas são a causa de 5.700 mortes por ano no Brasil. Crianças e jovens do sexo masculino são as principais vítimas. Na faixa entre 15 e 21 anos, o número de mortes é 17 vezes maior do que o de mulheres, mais de 90% das mortes acontecem por ignorar os riscos e não respeitar limites pessoais.

O levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático apontou que a principal causa de morte de crianças entre 1 e 4 anos é o afogamento. No Distrito Federal, de janeiro a julho deste ano, 72,7% dos afogamentos envolviam crianças. No Brasil, os afogamentos são a segunda maior causa de mortes e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças de 0 a 14 anos, segundo a ONG Criança Segura.

Por que a água atrai tanto o interesse das crianças? “Em primeiro lugar, o meio líquido nos remete à vida intrauterina, gerando conforto e um sentimento de proteção. Em segundo lugar, a água é um ambiente que proporciona sensações diferentes, como efeito massageador e maior liberdade de movimento em virtude da flutuabilidade. Isso acontece devido às propriedades físicas da água: o empuxo, que reflete na flutuabilidade e a pressão hidrostática, que explica o efeito massageador. Em terceiro lugar, a água é refrescante, agradável e propicia inúmeras brincadeiras que só são possíveis nela. Banho de mangueira ou na banheira e brincadeiras na piscina, como saltos da borda e mergulhos, são apenas alguns exemplos de momentos super agradáveis e divertidos”, relata Thiago Ferreira, professor do curso de MBA em Gestão Fitness da Faculdade UNIGUAÇU.

O profissional de Educação Física listou algumas dicas para redobrar o cuidado:

1-Não deixar objetos espalhados que possam causar quedas perto da borda da piscina.

    2-Não deixar as crianças sozinhas na área da piscina, mesmo que saibam nadar. Elas sempre devem estar acompanhadas e ser supervisionadas por um adulto

    3-Instale equipamentos de segurança como grades de proteção e botão de emergência, principalmente em ambientes frequentados por crianças.

    4-Não confie 100% em boias, pois elas podem trazer uma “falsa” sensação de segurança. Dependendo do tamanho do acessório, da idade da pessoa e das habilidades aquáticas, pode-se virar o corpo com a cabeça submersa ou em decúbito ventral e não conseguir “desvirar”.

    5-Converse sempre com as crianças para respeitar as regras da piscina.

    6- Além dessas dicas, é importante lembrar que, no verão, normalmente chove bastante. Por isso, as piscinas descobertas devem ser evitadas nesses dias, já que os elementos químicos presentes na água são condutores elétricos e podem colocar a vida em risco com a queda de raios.

    11 cuidados básicos e regras para evitar acidentes:

    1)      A criança sempre deve estar acompanhada e supervisionada por um adulto. Irmãos mais velhos não podem ser responsáveis pelos mais novos.

    2)      Não permita que a criança brinque ou nade perto de ralos e drenos de sucção.

    3)      Lembre-se de que a participação das crianças em aulas de natação diminui o risco de afogamentos.

    4)      Nunca confie num flutuador.

    5)      Converse sempre com seus filhos sobre os riscos de piscinas, praias ou represas.

    6)      Retire os brinquedos da piscina e do seu entorno após o uso.

    7)      Se tiver uma piscina em casa ou no sítio é recomendado que ela tenha uma espécie de cercado para evitar o acesso das crianças.

    8)      Não permita que as crianças se empurrem perto da borda da piscina.

    9)      Oriente as crianças a andar ao redor da piscina (e não correr neste ambiente).

    10)   Antes de a criança entrar na piscina, verifique se ela está se sentindo bem.

    11)   Conheça a profundidade da piscina antes da criança entrar ou mergulhar nela.

    Prudência não é algo tão fácil de ser assimilado por crianças.  A melhor maneira é ensinar os pequenos a nadar. “Durante as aulas de natação, os professores utilizam estratégias de prevenção de acidentes através de metodologias adequadas para cada idade. Além disso, os pais devem conversar com as crianças e alertá-las das regras de segurança sempre antes de entrar na piscina ou praias. A abordagem principal está pautada na prevenção, ou seja, em evitar que os acidentes aconteçam. É importante também a abordagem do salvamento, feita somente pelos professores, mas o fundamental é conscientizar as crianças sobre os procedimentos de prevenção e cuidados”, orienta Ferreira.

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